quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
O HOMEM É UMA FRAÇÃO
segunda-feira, 18 de julho de 2011
MÁRIO CLÁUDIO - TIAGO VEIGA
Mário Cláudio acaba de publicar «Tiago Veiga - Uma Biografia», aparentemente na linha de anteriores biografias romanceadas: «Amadeo» (Amadeo de Souza-Cardoso), «Guilhermina» (Guilhermina ) e «Rosa» (Rosa Ramalho).quarta-feira, 20 de abril de 2011
NO CAFÉ
sexta-feira, 1 de abril de 2011
AUGUSTO ABELAIRA (1926-2003)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
GONÇALO M. TAVARES


domingo, 11 de julho de 2010
MÁRIO DE CARVALHO


sábado, 19 de junho de 2010
JOSÉ SARAMAGO (1922-2010)
Em 1983, estudante do 12º ano, comprei a 2ª edição do "Memorial do Convento" (hoje obra de leitura no 12º ano...)
sexta-feira, 11 de junho de 2010
A MORTE DE IVAN ILITCH
Lev Tolstoi, A Morte de Ivan Iltch, Leya (BIS), 2008
sexta-feira, 28 de maio de 2010
A MORTE DE IVAN ILITCH
Lev Tolstoi, A Morte de Ivan Iltich, Leya (BIS), 2008
sexta-feira, 30 de abril de 2010
A MORTE DE IVAN ILITCH
sexta-feira, 16 de abril de 2010
A MORTE DE IVAN ILITCH
Nessa ocasião, Eduardo Lourenço referiu que não se é o mesmo depois de ler "A Morte de Ivan Ilitch".
Comecei a lê-lo no dia seguinte.
Já tinha lido grandes livros, já tinha lido livros que "foram escritos para mim", mas pela primeira vez senti que estava a ler um livro "sobre mim", "sobre nós".
Pormenor curioso: acabei de lê-lo com a idade com que Ivan Ilitch morreu.
Já o li duas vezes, por inteiro, e, alguns excertos, mais vezes.
Nas próximas três mensagens publicarei os últimos três capítulos do livro, de uma beleza inesquecível.
(Por falar do final do livro, veio-me à memória outro final fabuloso - o de "Os Maias").
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
AUGUSTO ABELAIRA (1926-2003)
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
AUGUSTO ABELAIRA (1926-2003)
José Gomes Ferreira, Abelaira e Carlos de Oliveira (circa 1968)
ESCREVER NA ÁGUA
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
AUGUSTO ABELAIRA (1926-2003)
Mais tarde, entre 3 de Março de 1981 e 17 de Julho de 1996, publicou no Jornal de Letras, Artes e Ideias a crónica Ao Pé das Letras, com um cunho mais cultural e literário.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
HISTÓRIA
Perguntas de um Operário Letrado
Quem construiu Tebas, a das sete portas?
Nos livros vem o nome dos reis,
Mas foram os reis que transportaram as pedras?
Babilónia, tantas vezes destruida,
Quem outras tantas a reconstruiu? Em que casas
Da Lima Dourada moravam seus obreiros?
No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde
Foram seus pedreiros? A grande Roma
Está cheia de arcos de triunfo. Quem os ergueu? Sobre quem
Triunfaram os Césares? A tão cantada Bizâncio
Só tinha palácios
Para os seus habitantes? Até a legendária Atlântida
Na noite em que o mar a engoliu
Viu afogados gritar por seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou as Índias
Sozinho?
César venceu os gauleses.
Nem sequer tinha um cozinheiro ao seu serviço?
Quando a sua armada se afundou Filipe de Espanha
Chorou. E ninguém mais?
Frederico II ganhou a guerra dos sete anos
Quem mais a ganhou?
Em cada página uma vitória.
Quem cozinhava os festins?
Em cada década um grande homem.
Quem pagava as despesas?
Tantas histórias
Quantas perguntas
Berthold Brecht (1898-1956)
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
AUGUSTO ABELAIRA (1926-2003)
O meu primeiro contacto com Augusto Abelaira, tinha eu 15 anos, foi quando o vi na televisão (ainda a preto e branco) a ser entrevistado. Não me recordo de nada em concreto. Terá sido, provavelmente, uma entrevista a propósito da publicação de "Sem Tecto entre Ruínas" e da atribuição, a esse livro, do Prémio Cidade de Lisboa. Algo me prendeu: a voz de falsete, a cabeleira branca, o brilhantismo do discurso.
Na próxima ida a Lisboa, nas férias de Natal de 1979, ao passar pela Livraria Portugal, na Rua do Carmo, deparei com "Sem Tecto entre Ruínas". Peguei no livro e li, na contracapa:
"Havia ali jornais expostos numa banca e então li, já não me recordo das palavras exactas: «O presidente do Conselho português, doutor Oliveira Salazar, gravemente doente.»Durante anos procurei imaginar este dia, adivinhar todas as reacções, as minhas e as dos outros, mas a notícia agora não me causava nem sombra de emoção. Sim, toda a minha vida sonhara com aquele momento, mas hoje... Como o brinquedo, depois de ganho perde o interesse.
Li a notícia, quase indiferente, emocionado apenas por não sentir emoção.
Ou isto: com o desaparecimento de Salazar era uma época da minha vida que morria. Compreendes? Afinal o Salazar fizera parte da minha vida, da infância, da adolescência, da minha maturidade... Um ponto de referência permanente, já um pouco de mim, algo que nunca poderia ser dissociado, quem sabe?, dos mais belos anos da minha vida!
O tempo perdido, o que não volta! Era eu, o tempo do entusiasmo, do MUD Juvenil. Dolorosamente, mas vivo."
Fiquei fascinado pelo fraseado, aqui e ali de sabor pessoano (embora eu ainda não conhecesse Fernando Pessoa), e pela perspectivação múltipla das coisas (presente em toda a sua obra e até nalguns dos respectivos títulos: "Deste Modo ou Daquele", "Nem Só Mas Também").
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
SEBASTIÃO DA GAMA (1924-1952)

Em 1973-74, no livro da minha 4.ª classe, descobri que havia uma outra maneira de dizer as coisas - descobri, diria hoje, a literatura. Foi ao ler o texto extraído do "Diário" de Sebastião da Gama, correspondente ao dia 12 de Janeiro de 1949 (segundo dia do "Diário"):
"O que eu quero principalmente é que vivam felizes."
- Não lhes disse talvez estas palavras, mas foi isto o que eu quis dizer. No sumário, pus assim: "Conversa amena com os rapazes". E pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos meus meus alunos: lealdade. Lealdade para comigo e lealdade de cada um para cada outro. Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro: lealdade activa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos ou a rir só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é lealdade deixar então de rir) ou a não ajudar falsamente o companheiro.
"Não sou, junto de vós, mais do que um camarada um bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar, não: falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos".
Não acabei sem lhes fazer notar que "a aula é nossa". Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não corte a palavra ao que está com ela.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
MIGUEL TORGA (1907-1995)

Salvo erro, em Março de 1981, no número 2 do "Jornal de Letras, Artes e Ideias", li um poema inédito de Miguel Torga: "DEPOIMENTO".
Decorei-o (quase) instantaneamente. Para sempre.
De seguro,
Posso apenas dizer que havia um muro
E que foi contra ele que arremeti
Não, nunca o contornei.
Nunca tentei
A honra era lutar
Sem esperança de vencer.
E lutei ferozmente noite e dia,
Apesar de saber
Que quanto mais lutava mais perdia
A dor de me perder.

