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quinta-feira, 21 de junho de 2018

THE DOORS


Uma das minhas bandas predilectas, que descobri no final da década de 70.

Em 1966, tinha eu dois anos, foi gravada, no álbum de estreia, a canção "Light My Fire", talvez a minha preferida.



terça-feira, 16 de janeiro de 2018

POR ESTE RIO ACIMA


De volta à musica, com uma música inesquecível de um dos melhores discos do último quartel do século XX (1982), baseado na Peregrinação de Fernão Mendes Pinto.




O barco vai de saída
Adeus ao cais de Alfama
Se agora vou de partida
Levo-te comigo ó cana verde
Lembra-te de mim ó meu amor
Lembra-te de mim nesta aventura
P'ra lá da loucura
P'ra lá do Equador

Ah mas que ingrata ventura
Bem me posso queixar
da Pátria a pouca fartura
Cheia de mágoas ai quebra-mar
Com tantos perigos ai minha vida
Com tantos medos e sobressaltos
Que eu já vou aos saltos
Que eu vou de fugida

Sem contar essa história escondida
Por servir de criado dessa senhora
Serviu-se ela também tão sedutora
Foi pecado
Foi pecado
E foi pecado sim senhor
Que vida boa era a de Lisboa


Gingão de roda batida
corsário sem cruzado
ao som do baile mandado
em terras de pimenta e maravilha
com sonhos de prata e fantasia
com sonho da cor do arco-íris
desvairas se os vires
desvairas magias

Já tenho a vela enfunada
marrano sem vergonha
judeu sem coisa nem fronha
vou de viagem ai que largada
só vejo cores ai que alegria
só vejo piratas e tesouros
são pratas, são ouros,
são noites, são dias

Vou no espantoso trono das águas
vou no tremendo assopro dos ventos
vou por cima dos meus pensamentos
arrepia
arrepia
e arrepia sim senhor
que vida boa era a de Lisboa


O mar das águas ardendo
o delírio do céu
a fúria do barlavento
arreia a vela e vai marujo ao leme
vira o barco e cai marujo ao mar
vira o barco na curva da morte
e olha a minha sorte
e olha o meu azar

e depois do barco virado
grandes urros e gritos
na salvação dos aflitos
estala, mata, agarra, ai quem me ajuda
reza, implora, escapa, ai que pagode
rezam tremem heróis e eunucos
são mouros são turcos
são mouros acode!

Aquilo é uma tempestade medonha
aquilo vai p'ra lá do que é eterno
aquilo era o retrato do inferno
vai ao fundo
vai ao fundo
e vai ao fundo sim senhor
que vida boa era a de Lisboa

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

DEIXA-ME RIR

Há quem (não) viva escondido a vida inteira?


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

29 DE JANEIRO DE 1983

 
«A emoção intensa não cabe na palavra: tem que baixar ao grito ou subir ao canto»
 
Álvaro de Campos
 
 

 

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

GAROTA DE IPANEMA

Em 2 de agosto completaram-se 50 anos sobre a primeira apresentação da "Garota de Ipanema", composta por Tom Jobim (música) e Vinicius de Moraes (poesia), que nas imagens seguintes a interpretam.



No seu trigésimo aniversário, Tom Jobim e João Gilberto também a recordaram, em homenagem, igualmente, a Vinicius (na altura já falecido).




Caetano Veloso (que em 7 de agosto fez 70 anos) aqui interpretando a canção com João Gilberto.



E, "the last but not the least", Frank Sinatra e novamente Tom Jobim.





É possível ordenar cronologicamente estas quatro gravações através das marcas do tempo nos rostos.

Mas, independentemente disso, é possível adivinhar quais as gravações mais antigas: são aquelas em que se canta e fuma e bebe (marcas dos tempos).

sábado, 11 de fevereiro de 2012

PARIS, TEXAS


A beleza da música de Ry Cooder na abertura de "Paris, Texas" de Wim Wenders.
Há 28 anos!

sábado, 1 de outubro de 2011

ALICE

Mais uma vez a música (de Bernardo Sassetti) de um filme (Alice).

terça-feira, 31 de maio de 2011

RODRIGO LEÃO

Memória da noite de 6 de Julho de 2007, junto à Torre de Belém.

quinta-feira, 17 de março de 2011

OUT OF AFRICA

Um dia voltarei a este filme de 1985, baseado no romance de Isak Dinesen, pseudónimo de Karen Blixen, realizado por Sydney Pollack, com Meryl Streep, Robert Redford e Klaus Maria Brandauer, a música inesquecível de John Barry, cinco óscares (melhor filme, realizador, argumento adaptado, direcção artística, fotografia, som e música original) e duas nomeações (melhor actriz principal e actor secundário).

Por hoje, uma das cenas cinematográficas que ficará, para sempre, na minha memória,




e uma homenagem ao recentemente falecido John Barry.




quinta-feira, 16 de setembro de 2010

NORAH JONES

Há já alguns anos (Verão de 2003), uma agradável descoberta.




Come away with me

Come away with me in the night

Come away with me

And I will write you a song


Come away with me on a bus

Come away where they can't tempt us

With their lies


And I wanna walk with you

On a cloudy day

In fields where the yellow grass grows knee-high

So won't you try to come?


Come away with me and we'll kiss

On a mountain-top

Come away with me

And I'll never stop loving you


And I wanna wake up with the rain

Falling on a tin roof

While I'm safe there in your arms

So all I ask is for you

To come away with me in the night

Come away with me

quinta-feira, 1 de abril de 2010

GISELLE

No dia 19 de Dezembro de 2009 assisti, no Teatro Camões, ao bailado "Giselle", apresentado pela Companhia Nacional de Bailado, com coreografia de Georges Garcia, a participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa e a direcção musical de Geoffrey Styles.
O primeiro bailado a que assisti.
Gostei muito.
Bailado romântico (1841) , com música, belíssima, de Adolphe Adam.
Em dois actos.
O primeiro, em frente à casa de Giselle, numa aldeia junto ao Reno.
A jovem camponesa Giselle (Barbora Hruskova) e Loys (Filipe Portugal) apaixonam-se. Giselle desconhece que Loys é, na realidade, um homem de outra condição social: o Duque da Silésia, de nome Albrecht. No fim do primeiro acto, Hilarion (que ama Giselle) desmascara Loys perante Giselle e Bathilde, noiva de Albrecht. Giselle enlouquece e dança tragicamente, até morrer.
O segundo acto decorre no reino das wilis, na floresta.
As wilis são espíritos de mulheres que morreram por amor e que, durante a noite, se vingam dos seus amados, fazendo-os dançar até à morte. Myrtha, a rainha das wilis, juntamente com outras wilis, executam uma dança de recepção à recém falecida Giselle. Hilarion, arrependido junto ao túmulo de Giselle, não resiste ao feitiço das sedutoras wilis, que o arrastam para uma dança mortal. Surge Albrecht, que deposita um ramo de lírios brancos junto ao túmulo de Giselle. Esta, agora uma wili, levanta-se do túmulo e dança com Albrecht, que tenta resisitir à exaustão. Giselle (que teria motivos para condenar Albrecht) salva-o da perigosa atracção de Myrtha, até que o romper da aurora faz dissipar o feitiço das wilis e Giselle volta para o túmulo, lançando um último adeus ao seu amado, que sobrevive mas fica só.
Alguns dias depois, comprei um DVD com o bailado - do American Ballet Theatre, com a participação da Orchester der Deutschen Oper Berlin - e um CD com a música de Adolphe Adam, interpretada pela Slovak Radio Symphony Orchestra.
Pela primeira vez também, descobri que a música pode contar uma história.






quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

YOUR WORLD IS NOTHING MORE THAN ALL THE TINY THINGS YOU´VE LEFT BEHIND

Gran Torino: o meu filme de 2009; o melhor filme que vi nos últimos anos.

Voltarei a ele.

Por agora, a canção-tema do filme (da autoria de Clint Eastwood, Jamie Cullum, Kyle Eastwood e Michael Stevens), interpretada por Jamie Cullum.













Realign all the stars above my head

Warning signs travel far

I drink instead on my own oh! how I´ve known

The battle scars and worn out beds


Gentle now a tender breeze blows

Whispers through a Gran Torino

Whistling another tired song

Engines humm and bitter dreams grow

Heart locked in a Gran Torino

It beats a lonely rhythm all night long


These streets are old they shine

With the things I´ve known

And breaks through the trees

Their sparkling

Your world is nothing more than all the tiny things you´ve left behind


So tenderly your story is

Nothing more than what you see

Or what you´ve done or will become

Standing strong do you belong

In your skin; just wondering


Gentle now a tender breeze blows

Whispers through the Gran Torino

Whistling another tired song

Engines humm and bitter dreams grow

A heart locked in a Gran Torino

It beats a lonely rhythm all night long


May I be so bold and stay

I need someone to hold

That shudders my skin

Their sparkling

Your world is nothing more than all the tiny things you´ve left behind


So realign all the stars above my head

Warning signs travel far

I drink instead om my own oh! how I´ve known

The battle scars and worn out beds


Gentle now a tender breeze blows

Whispers through the Gran Torino

Whistling another tired song

Engines humm and better dreams grow

Heart locked in a Gran Torino

It beats a lonely rhythm all night long

It beats a lonely rhythm all night long

It beats a lonely rhythm all night long

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

ESTROFES DA VIDA

Em que estrofe me encontro?
E tu?




O Primeiro Dia

A princípio é simples, anda-se sozinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no burburinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por pouco que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ENNIO MORRICONE

No passado dia 10 completou 81 anos o extraordinário compositor Ennio Morricone. Conheci-o através de três das famosas bandas sonoras que compôs para inúmeros filmes. Refiro-me à música dos filmes "Era uma vez na América" (1984), "A Missão" (1986) e "Cinema Paraíso" (1988).











http://www.enniomorricone.com/

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ESTOU ALÉM

Há poucos dias, na rádio, surpreendi-me com a actualidade e clarividência do tema "Estou Além", do genial António Variações (1944-1984), que ainda vi, numa tarde, na Rua do Carmo.








Estou além

Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão

Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só

Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar

Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só

Estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou

Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar

Vou continuar a procurar a minha forma, o meu lugar
Porque até aqui eu só

Estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou

sábado, 12 de setembro de 2009

CUCURRUCUCÚ PALOMA

Uma bonita canção interpretada por Caetano Veloso no filme "Hable con Ella" (2002), de Pedro Almodóvar.Uma excelente interpretação num excelente filme. Como curiosidade, a presença de Pina Bausch, recentemente falecida.



Cucurrucucú Paloma

Dicen que por las noches
No más se le iba en puro llorar
Dicen que no comia
No mas se le iba en puro tomar
Juran que el mismo cielo
Se extremecia al oir su llanto
Como sufria por ella
Que hasta en su muerte la fue llamando
Ay, ay, ay, ay, ay
Cantaba
Ay, ay, ay, ay, ay
Gemia
Ay, ay, ay, ay, ay
Cantaba
De pasión mortal moria
Que una paloma triste
Muy de mañana le vá a cantar
A la casita sola
Con sus puertitas de par en par
Juran que esa paloma
No és otra cosa mas que su alma
Que todavia la espera
A que regrese la desdichada
Cucurrucucú
Paloma
Cucurrucucú
No llores
Las piedras jamás
Paloma
Que van a saber
De amores