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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

COMPORTAMENTO


Excerto da entrevista do neurologista Alexandre Castro Caldas à revista "tabu" do jornal "SOL" de 16 de Abril de 2010:

"O comportamento das pessoas muitas vezes resulta de um evoluir de acontecimentos que a certa altura já não se percebe por que existem ou qual a sua origem. Há uma história clássica. Três macacos são encerrados numa jaula, com um ferro vertical e umas bananas no topo. A primeira coisa que eles fazem é subir para as ir buscar. Quando eles tocam no ferro, levam todos com água gelada em cima, coisa de que não gostam. Fazem isto mais quatro ou cinco vezes, e às tantas desistem das bananas. Quando desistem, substitui-se um dos primatas por outro que não sabe nada da história. Ele entra e tenta subir. Os outros começam-lhe a bater, para que ele não suba. Vão-se trocando sistematicamente os primatas. A certa altura, a situação é que quando entra um novo lá dentro, os outros já lhe batem sem saber porquê. E o outro apanha e não percebe por que está a apanhar. O nosso comportamento tem muitas situações deste género e podemos tentar perceber o que o activou e usar essa matriz para transformar as pessoas."

Permito-me acrescentar: tão mau como (ou pior do que) nunca saber por que agimos seria só agir se e quando o soubéssemos.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

CULPA E ÊXITO





Excerto da entrevista do psicanalista António Coimbra de Matos à "VISÃO" de 15 de Outubro:



"Os problemas mentais, hoje, são diferentes dos que se diagnosticavam antigamente?

Quando comecei, tratava-se mais as neuroses. Agora, são as depressões e psicoses. Antes, predominava a patologia da culpa; hoje, são punidos aqueles que não têm sucesso. Passou-se da sociedade da culpa para a do êxito, que promove o traço depressivo."

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

SEXO E AMOR



Excerto de um texto de Francesco Alberoni, publicado no passado dia 29 de Setembro, no jornal "I":


"Na segunda metade do século XIX, a sexualidade era escondida, proibida, recalcada. (...). A sexualidade começou por ser perigosa (pelo risco de uma maternidade indesejada), pelo que era controlada e reprimida. Actualmente, o maior perigo está em abandonarmo-nos ao amor (...). A psicanálise diz-nos que, quando um impulso é reprimido, se manifesta por sintomas de substituição. O arco histérico era o substituto de um desejo sexual proibido. E haverá substitutos do amor apaixonado reprimido?"