Uma utopia colectiva: ninguém se enganar - a si.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
ESTOU ALÉM
Estou além
Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só
Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar
Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só
Estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar
Vou continuar a procurar a minha forma, o meu lugar
Porque até aqui eu só
Estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
SEXO E AMOR

quarta-feira, 30 de setembro de 2009
SEBASTIÃO DA GAMA (1924-1952)

Em 1973-74, no livro da minha 4.ª classe, descobri que havia uma outra maneira de dizer as coisas - descobri, diria hoje, a literatura. Foi ao ler o texto extraído do "Diário" de Sebastião da Gama, correspondente ao dia 12 de Janeiro de 1949 (segundo dia do "Diário"):
"O que eu quero principalmente é que vivam felizes."
- Não lhes disse talvez estas palavras, mas foi isto o que eu quis dizer. No sumário, pus assim: "Conversa amena com os rapazes". E pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos meus meus alunos: lealdade. Lealdade para comigo e lealdade de cada um para cada outro. Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro: lealdade activa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos ou a rir só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é lealdade deixar então de rir) ou a não ajudar falsamente o companheiro.
"Não sou, junto de vós, mais do que um camarada um bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar, não: falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos".
Não acabei sem lhes fazer notar que "a aula é nossa". Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não corte a palavra ao que está com ela.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
DESIGUALDADE E CRISE
Emmanuel Saez realizou um estudo em que analisa a distribuição, ao longo do tempo e por estrato social, da apropriação da riqueza produzida nos Estados Unidos da América:
Verifica-se que após os períodos em que os 10% mais ricos se apropriaram de maior pecentagem da riqueza produzida (à volta de 50%) houve graves crises: a de 1929 e a actual.
Demonstra-se ainda que quem contribui decisivamente para os picos registados são, dentro daqueles 10%, os 1% mais ricos.
Por outro lado, conclui-se que os 0,01% mais ricos se apropriam, actualmente, de 6% do total da riqueza.
Curiosidade: o período em que os 10% mais ricos se apropriaram de menor percentagem da riqueza produzida corresponde grosso modo ao período conhecido como "os 30 anos gloriosos" (expressão de Jean Fourastié para designar o período entre o final da 2ª Guerra Mundial e o primeiro choque petrolífero - 1973 -, caracterizado por forte crescimento da economia, do emprego e da população - baby boom - acompanhado de baixa inflação). Mera coincidência?
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
ESPANTO E EXPECTATIVA
Espanto (pela demora da descoberta) e expectativa (pelo que me falta descobrir).
sábado, 12 de setembro de 2009
CUCURRUCUCÚ PALOMA
Cucurrucucú Paloma
Dicen que por las noches
No más se le iba en puro llorar
Dicen que no comia
No mas se le iba en puro tomar
Juran que el mismo cielo
Se extremecia al oir su llanto
Como sufria por ella
Que hasta en su muerte la fue llamando
Ay, ay, ay, ay, ay
Cantaba
Ay, ay, ay, ay, ay
Gemia
Ay, ay, ay, ay, ay
Cantaba
De pasión mortal moria
Que una paloma triste
Muy de mañana le vá a cantar
A la casita sola
Con sus puertitas de par en par
Juran que esa paloma
No és otra cosa mas que su alma
Que todavia la espera
A que regrese la desdichada
Cucurrucucú
Paloma
Cucurrucucú
No llores
Las piedras jamás
Paloma
Que van a saber
De amores