http://www.enniomorricone.com/
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
ENNIO MORRICONE
http://www.enniomorricone.com/
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
CULPA E ÊXITO

Excerto da entrevista do psicanalista António Coimbra de Matos à "VISÃO" de 15 de Outubro:
"Os problemas mentais, hoje, são diferentes dos que se diagnosticavam antigamente?
Quando comecei, tratava-se mais as neuroses. Agora, são as depressões e psicoses. Antes, predominava a patologia da culpa; hoje, são punidos aqueles que não têm sucesso. Passou-se da sociedade da culpa para a do êxito, que promove o traço depressivo."
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
AUGUSTO ABELAIRA (1926-2003)
O meu primeiro contacto com Augusto Abelaira, tinha eu 15 anos, foi quando o vi na televisão (ainda a preto e branco) a ser entrevistado. Não me recordo de nada em concreto. Terá sido, provavelmente, uma entrevista a propósito da publicação de "Sem Tecto entre Ruínas" e da atribuição, a esse livro, do Prémio Cidade de Lisboa. Algo me prendeu: a voz de falsete, a cabeleira branca, o brilhantismo do discurso.
Na próxima ida a Lisboa, nas férias de Natal de 1979, ao passar pela Livraria Portugal, na Rua do Carmo, deparei com "Sem Tecto entre Ruínas". Peguei no livro e li, na contracapa:
"Havia ali jornais expostos numa banca e então li, já não me recordo das palavras exactas: «O presidente do Conselho português, doutor Oliveira Salazar, gravemente doente.»Durante anos procurei imaginar este dia, adivinhar todas as reacções, as minhas e as dos outros, mas a notícia agora não me causava nem sombra de emoção. Sim, toda a minha vida sonhara com aquele momento, mas hoje... Como o brinquedo, depois de ganho perde o interesse.
Li a notícia, quase indiferente, emocionado apenas por não sentir emoção.
Ou isto: com o desaparecimento de Salazar era uma época da minha vida que morria. Compreendes? Afinal o Salazar fizera parte da minha vida, da infância, da adolescência, da minha maturidade... Um ponto de referência permanente, já um pouco de mim, algo que nunca poderia ser dissociado, quem sabe?, dos mais belos anos da minha vida!
O tempo perdido, o que não volta! Era eu, o tempo do entusiasmo, do MUD Juvenil. Dolorosamente, mas vivo."
Fiquei fascinado pelo fraseado, aqui e ali de sabor pessoano (embora eu ainda não conhecesse Fernando Pessoa), e pela perspectivação múltipla das coisas (presente em toda a sua obra e até nalguns dos respectivos títulos: "Deste Modo ou Daquele", "Nem Só Mas Também").
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
ESTOU ALÉM
Estou além
Não consigo dominar
Este estado de ansiedade
A pressa de chegar
P’ra não chegar tarde
Não sei de que é que eu fujo
Será desta solidão
Mas porque é que eu recuso
Quem quer dar-me a mão
Vou continuar a procurar a quem eu me quero dar
Porque até aqui eu só
Quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Porque eu só quero quem
Quem não conheci
Porque eu só quero quem
Quem eu nunca vi
Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar
Vou continuar a procurar o meu mundo, o meu lugar
Porque até aqui eu só
Estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
Esta insatisfação
Não consigo compreender
Sempre esta sensação
Que estou a perder
Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P’ra outro lugar
Vou continuar a procurar a minha forma, o meu lugar
Porque até aqui eu só
Estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde eu não estou
Porque eu só quero ir
Aonde eu não vou
Porque eu só estou bem
Aonde não estou
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
SEXO E AMOR

