Ele tem um segredo.
Ela tem um segredo.
Ele pensa que conhece o segredo dela.
Ela pensa que conhece o segredo dele.
Ele sabe que ela pensa que conhece o segredo dele.
Ela sabe que ele pensa que conhece o segredo dela.
Ele sabe que ela sabe que ele pensa que conhece o segredo dela.
Ela sabe que ele sabe que ela pensa que conhece o segredo dele.
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sábado, 1 de janeiro de 2011
domingo, 12 de dezembro de 2010
EGOÍSMO E ALTRUÍSMO
Eram (aparentemente?) parecidos:
um, egoísta, ajudava os outros pelo prazer que isso lhe proporcionava;
outro, altruísta, não ignorava que ninguém pode gostar dos outros se não gostar de si.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
LINGUAGEM CLARA
Três amigos encontraram-se, como habitualmente, na cibertaberna da aldeia: Manuel, viticultor; Joaquim, silvicultor; António, suinicultor.
Todos os dias, após o jantar, dedicavam-se à leitura, nos magalhães dos respectivos filhos, do Diário da República electrónico.
No dia 13 de Outubro ficaram particularmente agradados com o início da publicação de «resumos em linguagem clara» dos decretos-leis e dos decretos regulamentares, uma medida do SIMPLEGIS, por sua vez integrado no SIMPLEX.
Quando verificaram que o primeiro diploma com tal resumo era um decreto-lei do Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, ficaram curiosos.
O «resumo em linguagem clara» é o seguinte:
«O que é?
Este decreto-lei desobriga os agricultores de pagar a taxa de audiovisual.
O que vai mudar?
A taxa de audiovisual serve para financiar o serviço público de rádio e televisão e é cobrada indirectamente na factura da electricidade.
Com este decreto-lei, os agricultores deixam de ter de pagar a taxa de audiovisual correspondente à energia que consomem na actividade agrícola. Para isso, os agricultores têm de ter contadores eléctricos que permitam medir em separado a energia que usam apenas para a agricultura.
Quando entra em vigor?
Este decreto-lei entra em vigor cinco dias após a sua publicação.»
Imediatamente se gerou a confusão: quem seria abrangido pela isenção?
Então, António sugeriu que lessem o próprio diploma.
Segundo o referido decreto-lei, a isenção reporta-se aos consumidores «cuja actividade se inclua numa das descritas nos grupos 011 a 015, da divisão 01, da secção A, da Classificação das Actividades Económicas - Revisão 3 (CAE - Rev. 3), aprovada pelo Decreto-Lei n.º 381/2007, de 14 de Novembro».
De seguida, ainda no Diário da República electrónico, pesquisaram o Decreto-Lei n.º 381/2007 e, após consulta da Classificação das Actividades Económicas publicada em anexo, concluíram que o viticultor (grupo 12) e o suinicultor (grupo 14) beneficiam daquela isenção e que o silvicultor (grupo 21) não.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
NO CAFÉ
A:
Só há duas maneiras de reduzir o défice orçamental (em percentagem do PIB): ou aumentar a receita ou diminuir a despesa.
B:
Há uma terceira.
A:
Sim: aumentar a receita e diminuir a despesa.
B:
Há uma quarta.
A:
Qual?
B:
Aumentar o PIB.
sábado, 16 de outubro de 2010
PENSAR E DIZER
Cada vez com maior frequência me questiono se as pessoas dizem o que pensam e/ou pensam no que dizem.
Como exemplo, a recente entrevista, ao Diário de Notícias, de Teresa Patrício Gouveia, Administradora da Fundação Calouste Gulbenkian (responsável pelos serviços de Música e Belas-Artes) desde 2004, a propósito da extinção do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian.
Transcrevo as primeiras duas perguntas e respostas, com negrito meu.
«Após o fim do Ballet Gulbenkian em 2006, é anunciado agora o fecho do serviço das Belas-Artes ao fim de cinco décadas de apoio. Qual é a razão?
Não é assim. O Ballet foi extinto enquanto as Belas-Artes não. É exactamente o processo oposto, porque o que há é uma reorientação da fundação para trabalharmos progressivamente por programas. A Gulbenkian tem vindo a organizar-se em torno de programas e não de serviços, correspondendo a objectivos mais definidos e a uma correcção de trajectória. É uma maneira moderna de gerir a actividade da instituição.
Não haverá uma contenção de despesa?
Não existe nenhuma contenção financeira da Fundação Calouste Gulbenkian. Como o director vai reformar-se, chegou o momento de racionalizar os recursos afectos à actividade substantiva em vez da burocrática. É fundamental canalizar os recursos disponíveis para fins institucionais e não para a organização.»
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
NO CAFÉ
A: Perante um problema, começas sempre por tentar matar o problema, em vez de o procurares resolver.
B: Eu não tento matar o problema. Pretendo verificar se ele existe: se nasceu e ainda não morreu.
A: Esse é outra das tuas idiossincrasias: quando não consegues matar os problemas, achas que o tempo os resolve.
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