segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A VELOCIDADE DA LUZ (continuação)

Dando seguimento à mensagem de 22 de Outubro último, informe-se que o partido alternativo de Governo, na oposição, no primeiro ano fez coro de crítica com os fazedores de opinião; no segundo ano propôs o não pagamento de apenas metade do subsídio de Natal aos trabalhadores públicos.
Nesse país, muito diferente de todos os que conhecemos, não faltam coisas estranhíssimas. A título de exemplo, a Constituição, com cerca de três séculos, embora permita a formação e existência dos mais diversos partidos políticos, não prevê eleições e prescreve que apenas dois partidos se sucedam alternadamente no Governo de 4 em 4 anos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PROBLEMAS DA VIDA

Qual o pino que vou usar hoje?

domingo, 23 de outubro de 2011

A VELOCIDADE DA LUZ

Num país situado num planeta a muitos anos-luz da Terra, o Governo, para atingir um determinado valor de défice orçamental, decidiu, em determinado ano, criar um imposto adicional temporáro sobre os trabalhadores públicos, no montante equivalente ao subsídio de Natal.

No ano seguinte, perante problema semelhante, o Governo optou por não pagar, nesse ano, o subsídio de Natal aos trabalhadores públicos.


Os fazedores de opinião, no primeiro ano, criticaram o Governo por ter criado um imposto que seria inconstitucional (carecendo de generalidade) e por ter diminuído o défice por via do aumento da receita e não através da redução da despesa; no segundo ano, congratularam-se pelo facto de a diminuição do défice ter sido operada pela redução da despesa e não pelo aumento da carga fiscal.

sábado, 1 de outubro de 2011

ALICE

Mais uma vez a música (de Bernardo Sassetti) de um filme (Alice).

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

JHERONIMUS BOSH (1453? - 1516)


As Tentações de Santo Antão
Até 25 de Setembro é possível ver no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), com visitas guiadas em determinados dias, a exposição «Confrontos. Bosh e o seu Círculo», composta por três trípticos: «Tríptico das Tentações de Santo Antão», «Tríptico do Juízo Final» e «Tríptico das Tribulações de Job».

O primeiro pertence ao próprio Museu. Os restantes ao Museu Groninge de Bruges.
Paralelamente, aproveite-se para visitar todo o Museu e as suas magníficas obras, nomeadamente os «Painéis de São Vicente», atribuído a Nuno Gonçalves, e a «Custódia de Belém», de Gil Vicente.
O «Tríptico das Tentações de Santo Antão» (c. 1500) é da autoria de Bosh. O «Tríptico do Juízo Final» (1ª metade do século XVI) é atribuído a um seu discípulo com acesso amodelos de oficina. O «Tríptico das Tribulações de Job» (2ª metade do século XVI) é de um continuador ou imitador de Bosh.
Em todos eles é visível o carácter visionário, o seu universo figurativo (o monstruoso, o grotesco, o demoníaco, as tentações, o pecado, a loucura humana), a pintura aparentemente «surrealista» e verdadeiramente religiosa e moralizante.
Apenas conhecia o «Tríptico das Tentações de Santo Antão», que sempre me fascinou, desde o já longínquo ano de 1980.
Com efeito, vi-o, pela primeira vez, no meu livro de Filosofia do 10.º ano: salvo erro, na própria capa.
Mais tarde, vi-o, no MNAA, em 1983, no âmbito da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura.
E, quando o vejo, sinto-me sempre numa zona de penumbra e de indefinição, entre o sonho e a realidade, entre a emoção e a razão, entre a Idade Média e os novos tempos, e maravilho-me perante a forma como foi possível, há 500 anos, retratar, desta forma, a alma humana.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

TRAMAGAL

O meu «Paris, Texas».



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

ANTÓNIO MENEZES CORDEIRO

António Menezes Cordeiro é Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Tive o privilégio de o ter como professor e de ler parte da sua obra.
É o melhor jurista que conheci até hoje: «tal é, salvo melhor opinião, o meu parecer» (como diria Menezes Cordeiro).
«Reencontrei-o» na internet, num vídeo com um excerto da sua intervenção na conferência do Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, realizada no dia 4 de Novembro de 2009, subordinada ao tema «Crise e Direito».




Por fim, vieram-me à memória as palavras proferidas por Menezes Cordeiro no final da minha última aula na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que foram mais ou menos estas:
«Na vossa actividade de jurista, se se virem confrontados, perante um determinado problema, com duas soluções - uma (aparentemente com suporte legal) injusta e outra justa (aparentemente sem base legal) - optem pela justa, porque o Direito certamente consagra(rá) essa solução.»