sábado, 31 de dezembro de 2011

NO CAFÉ

B: Nunca me senti tão bem.
A: E nunca estiveste tão perto da morte.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O EU

O Eu numa redondilha genial de Camões.


MOTE SEU

De que me serve fugir
de morte, dor e perigo,
se me eu levo comigo?

VOLTAS

Tenho-me persuadido,
por razão conveniente,
que não posso ser contente,
pois que pude ser nascido.
Anda sempre tão unido
o meu tormento comigo
que eu mesmo sou meu perigo.

E se de mi me livrasse,
nenhum gosto me seria;
que, não sendo eu, não teria
mal que esse bem me tirasse.
Força é logo que assi passe:
ou com desgosto comigo,
ou sem gosto e sem perigo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O HOMEM É UMA FRAÇÃO

Veio-me à memória a mensagem de 24 de Dezembro de 2009 quando li a seguinte frase de Tolstoi (cito de cor):
O Homem é uma fração: o numerador corresponde ao que é; o denominador ao que acredita ser.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A VELOCIDADE DA LUZ (continuação)

Dando seguimento à mensagem de 22 de Outubro último, informe-se que o partido alternativo de Governo, na oposição, no primeiro ano fez coro de crítica com os fazedores de opinião; no segundo ano propôs o não pagamento de apenas metade do subsídio de Natal aos trabalhadores públicos.
Nesse país, muito diferente de todos os que conhecemos, não faltam coisas estranhíssimas. A título de exemplo, a Constituição, com cerca de três séculos, embora permita a formação e existência dos mais diversos partidos políticos, não prevê eleições e prescreve que apenas dois partidos se sucedam alternadamente no Governo de 4 em 4 anos.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PROBLEMAS DA VIDA

Qual o pino que vou usar hoje?

domingo, 23 de outubro de 2011

A VELOCIDADE DA LUZ

Num país situado num planeta a muitos anos-luz da Terra, o Governo, para atingir um determinado valor de défice orçamental, decidiu, em determinado ano, criar um imposto adicional temporáro sobre os trabalhadores públicos, no montante equivalente ao subsídio de Natal.

No ano seguinte, perante problema semelhante, o Governo optou por não pagar, nesse ano, o subsídio de Natal aos trabalhadores públicos.


Os fazedores de opinião, no primeiro ano, criticaram o Governo por ter criado um imposto que seria inconstitucional (carecendo de generalidade) e por ter diminuído o défice por via do aumento da receita e não através da redução da despesa; no segundo ano, congratularam-se pelo facto de a diminuição do défice ter sido operada pela redução da despesa e não pelo aumento da carga fiscal.

sábado, 1 de outubro de 2011

ALICE

Mais uma vez a música (de Bernardo Sassetti) de um filme (Alice).