quarta-feira, 5 de outubro de 2016
MAIS DE MIL DIAS DEPOIS
Alguém (Mark Twain?) terá dito que deixava de fumar 20 ou 30 vezes por dia.
Também haverá quem fume de 4 em 4 anos.
E quem diz fumar diz publicar mensagens num blogue.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
29 DE JANEIRO DE 1983
«A emoção intensa não cabe na palavra: tem que baixar ao grito ou subir ao canto»
Álvaro de Campos
terça-feira, 30 de outubro de 2012
29 DE NOVEMBRO DE 2007
Entre 29 de novembro de 2007 e 9 de fevereiro de 2008, decorreu na Biblioteca Nacional de Portugal (na Sala de Referência) uma mostra documental, com o objetivo de dar a conhecer o espólio de Augusto Abelaira, que foi doado à BNP em 2004 pela filha do escritor, Ana Sílvia Abelaira.
A mostra incluiu fotografias, documentos e objetos pessoais, edições antigas dos seus livros, cartas, versões autógrafas e datiloscritas de vários livros (alguns inéditos), notícias e entrevistas em jornais.
A BNP publicou na altura um livro muito interessante com o catálogo da exposição:
Tive o enorme prazer de participar, no dia 29 de Novembro de 2007, na visita guiada (de forma apaixonada, por Manuela Vasconcelos) e na sessão (na Livraria BNP) que contou com intervenções de Eduarda Dionísio e Jorge Silva Melo.
Termino com a ligação para o texto que Eduarda Dionísio leu nessa tarde inolvidável.
Etiquetas:
Augusto Abelaira (1926-2003),
Literatura
sábado, 29 de setembro de 2012
MÁRIO DE CARVALHO NA INTERNET
Boas notícias: o escritor Mário de Carvalho tem um sítio oficial na internet e também está no facebook.
A não perder.
http://mariodecarvalho.com/
http://www.facebook.com/#!/mariodecarvalho.escritorpagina
http://www.facebook.com/pages/M%C3%A1rio-de-Carvalho/142842792489604
Etiquetas:
Literatura,
Mário de Carvalho
«ESPERANÇA GRAMATICAL»
Uma excelente crónica, escrita por Ricardo Araújo Pereira e publicada na revista VISÃO de 31 de maio de 2012.
Acreditemos no poder das palavras!Esperança gramatical
E quando o leitor pensava que já tinha
ouvido tudo acerca da crise, de repente fica a saber que, gramaticalmente, é
muito difícil que Portugal vá à falência. E, enquanto for gramaticalmente
impossível, eu acredito. Justifico esta ideia com a seguinte teoria fascinante:
normalmente, considera-se que o verbo falir é defectivo.
Significa isto que lhe faltam algumas pessoas, designadamente a primeira,
a segunda e a terceira do singular, e a terceira do plural do presente do
indicativo, e todas as do presente do conjuntivo. Não se diz «eu falo», «tu
fales», nem «ele fale». Não se diz «eles falem». Todos os modos e tempos
verbais do verbo falir se admitem, com excepção de quatro pessoas do presente
do indicativo e todo o presente do conjuntivo. Em que medida é que isto são
boas notícias? O facto de o verbo falir ser defectivo faz com que, no
presente, nenhum português possa falir. Não é possível falir, presentemente, em
Portugal. «Eu falo» é uma declaração ilegítima. Podemos aventar a hipótese de
vir a falir, porque «eu falirei» é uma forma aceitável do verbo falir. E
quem já tiver falido não tem salvação, porque também é
perfeitamente legítimo afirmar: «eu fali». Mas ninguém pode dizer que,
neste momento, «fale».
Acaba por ser justo que o verbo falir
registe estas falências na conjugação. Justo e útil, sobretudo em tempos de
crise. Basta que os portugueses vivam no presente - que, além do mais, é dos
melhores tempos para se viver - para que não «falam» (outra conjugação impossível).
Não deixa de ser misterioso que a língua portuguesa permita que, no passado, se
possa ter falido, e até que se possa vir a falir, no futuro, ao mesmo tempo
que inviabiliza que se «fala», no presente.
Se eu nunca «falo», como posso ter
falido? Se ninguém «fale», porquê antever que alguém falirá? Talvez a
explicação esteja nos negócios de import/export. Nas outras línguas, é possível
falir no presente, pelo que os portugueses que têm negócios com estrangeiros
podem ver-se na iminência de falir. Mas basta que os portugueses não falem (do
verbo falar, não do verbo falir) acerca de negócios com estrangeiros para
que não «falam» (do verbo falir, não do verbo falar). Eu tenho esse cuidado, e
por isso não falo (do verbo falir e do verbo falar).
Bem sei que o prof. Rodrigo Sá Nogueira,
assim como outros linguistas, se opõe a que o verbo falir seja considerado
defectivo. Mas essa é uma posição que tem de se considerar antipatriótica. É
altura de a gramática se submeter à economia. Tudo o resto já se submeteu.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
GAROTA DE IPANEMA
Em 2 de agosto completaram-se 50 anos sobre a primeira apresentação da "Garota de Ipanema", composta por Tom Jobim (música) e Vinicius de Moraes (poesia), que nas imagens seguintes a interpretam.
No seu trigésimo aniversário, Tom Jobim e João Gilberto também a recordaram, em homenagem, igualmente, a Vinicius (na altura já falecido).
Caetano Veloso (que em 7 de agosto fez 70 anos) aqui interpretando a canção com João Gilberto.
E, "the last but not the least", Frank Sinatra e novamente Tom Jobim.
É possível ordenar cronologicamente estas quatro gravações através das marcas do tempo nos rostos.
Mas, independentemente disso, é possível adivinhar quais as gravações mais antigas: são aquelas em que se canta e fuma e bebe (marcas dos tempos).
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