A convite e na companhia de Pedro Santos, comecei, no passado dia 10 de Janeiro, a apresentar, na "NTR-Network Radio", a rubrica "Direito do Trabalho - Contratação Colectiva".
Trata-se de uma rubrica semanal, com a duração de cerca de 5 a 10 minutos, que se manterá durante algumas dezenas de semanas.
Tive a graça de ter tido Juan Ambrosio como formador, nos últimos dois anos.
Juan Ambrosio é mestre em Teologia e assistente da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.
Foi um dos melhores docentes que tive na vida.
Deixo aqui, neste dia significativo, o vídeo do programa "Ecclesia" em que Juan Ambrosio fala sobre a exortação apostólica "Amoris laetitia" e, a esse propósito, do "programa" do pontificado do Papa Francisco subjacente a esse documento, à exortação apostólica "Evangelii Gaudium", à encíclica "Laudato si" e ao Jubileu extraordinário da Misericórdia.
Com base num texto do dramaturgo Conor MacPherson, João Lourenço, Vera San Payo de Lemos e Nuno Neves montaram um espectáculo simultaneamente de teatro e cinema.
No início, em filme, Tomás assiste aos maus tratos infligidos por Carlos a Ana perto de um bar. Ela fica abandonada, Tomás tenta socorrê-la, Ana pede-lhe para não a levar ao hospital, ele transporta-a para casa e entram em palco - o cenário é a garagem da casa de Maurício, onde o sobrinho (Tomás) vive.
Tomás (na casa dos sessenta), separado da mulher e dos filhos, vive de biscates que vão surgindo, nos quais é ajudado pelo amigo Doc, que tem uma ligeira deficiência e, abandonado pela família, vive entre a rua e a garagem de Tomás.
A história é contada alternadamente entre o palco (onde intervêm Tomás, Ana, Maurício, Doc e Carlos) e a tela (onde, além destes, nos surgem outras personagens).
Tudo se passa à noite: teatro e cinema. A noite como espaço de violência, de amor e de esperança.
De volta à musica, com uma música inesquecível de um dos melhores discos do último quartel do século XX (1982), baseado na Peregrinação de Fernão Mendes Pinto.
O barco vai de saída
Adeus ao cais de Alfama
Se agora vou de partida
Levo-te comigo ó cana verde
Lembra-te de mim ó meu amor
Lembra-te de mim nesta aventura
P'ra lá da loucura
P'ra lá do Equador
Ah mas que ingrata ventura
Bem me posso queixar
da Pátria a pouca fartura
Cheia de mágoas ai quebra-mar
Com tantos perigos ai minha vida
Com tantos medos e sobressaltos
Que eu já vou aos saltos
Que eu vou de fugida
Sem contar essa história escondida
Por servir de criado dessa senhora
Serviu-se ela também tão sedutora
Foi pecado
Foi pecado
E foi pecado sim senhor
Que vida boa era a de Lisboa
Gingão de roda batida
corsário sem cruzado
ao som do baile mandado
em terras de pimenta e maravilha
com sonhos de prata e fantasia
com sonho da cor do arco-íris
desvairas se os vires
desvairas magias
Já tenho a vela enfunada
marrano sem vergonha
judeu sem coisa nem fronha
vou de viagem ai que largada
só vejo cores ai que alegria
só vejo piratas e tesouros
são pratas, são ouros,
são noites, são dias
Vou no espantoso trono das águas
vou no tremendo assopro dos ventos
vou por cima dos meus pensamentos
arrepia
arrepia
e arrepia sim senhor
que vida boa era a de Lisboa
O mar das águas ardendo
o delírio do céu
a fúria do barlavento
arreia a vela e vai marujo ao leme
vira o barco e cai marujo ao mar
vira o barco na curva da morte
e olha a minha sorte
e olha o meu azar
e depois do barco virado
grandes urros e gritos
na salvação dos aflitos
estala, mata, agarra, ai quem me ajuda
reza, implora, escapa, ai que pagode
rezam tremem heróis e eunucos
são mouros são turcos
são mouros acode!
Aquilo é uma tempestade medonha
aquilo vai p'ra lá do que é eterno
aquilo era o retrato do inferno
vai ao fundo
vai ao fundo
e vai ao fundo sim senhor
que vida boa era a de Lisboa