Nas mensagens de 29 de Outubro de 2009 e 31 de Março de 2011 falei na Livraria Portugal.
Volto a falar, infelizmente: fechou hoje.
quinta-feira, 1 de março de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
PARIS, TEXAS
A beleza da música de Ry Cooder na abertura de "Paris, Texas" de Wim Wenders.
Há 28 anos!
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
NO CAFÉ
B:
A vida é (também) uma lição. Aprendi há pouco tempo duas máximas que, a par de outras, procuro norteiem a minha vida.
A:
Quais?
B:
A primeira é aceitar tudo o que não esteja ao meu alcance evitar ou mudar. Aceitar, não me revoltar, não ficar frustrado. Aceitar não significa não sofrer. Perante uma morte, eu aceito e sofro. Mas sofro não por querer que fosse diferente mas por não poder ser diferente.
A:
A não menor dificuldade será determinar o que está ou não ao teu alcance. E a segunda máxima?
B:
Last but not the least, é... agora não consigo lembrar-me. Deixa-me pensar... sabes, ocorre-me muitas vezes esquecer-me do que ia dizer. É extraordinário: como é possível dizer que descobri duas novas máximas importantíssimas para a minha vida e depois esquecer-me! Eu tenho aqui escrito no telemóvel, mas quero recordar-me. Anoto sempre no telemóvel ou num bloco aquilo que antecipo vir a querer recordar-me. A segunda máxima é (escrevi no telemóvel): «não querer que gostem de mim». Isto é: gosto que gostem de mim, mas não devo fazer nada motivado por esse desejo. Fiz algumas asneiras na vida por isso.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
O EU
O Eu numa redondilha genial de Camões.
MOTE SEU
De que me serve fugir
de morte, dor e perigo,
se me eu levo comigo?
VOLTAS
Tenho-me persuadido,
por razão conveniente,
que não posso ser contente,
pois que pude ser nascido.
Anda sempre tão unido
o meu tormento comigo
que eu mesmo sou meu perigo.
E se de mi me livrasse,
nenhum gosto me seria;
que, não sendo eu, não teria
mal que esse bem me tirasse.
Força é logo que assi passe:
ou com desgosto comigo,
ou sem gosto e sem perigo.
MOTE SEU
De que me serve fugir
de morte, dor e perigo,
se me eu levo comigo?
VOLTAS
Tenho-me persuadido,
por razão conveniente,
que não posso ser contente,
pois que pude ser nascido.
Anda sempre tão unido
o meu tormento comigo
que eu mesmo sou meu perigo.
E se de mi me livrasse,
nenhum gosto me seria;
que, não sendo eu, não teria
mal que esse bem me tirasse.
Força é logo que assi passe:
ou com desgosto comigo,
ou sem gosto e sem perigo.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
O HOMEM É UMA FRAÇÃO
Veio-me à memória a mensagem de 24 de Dezembro de 2009 quando li a seguinte frase de Tolstoi (cito de cor):
O Homem é uma fração: o numerador corresponde ao que é; o denominador ao que acredita ser.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
